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O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper pela Escandinávia - Capítulo 10

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Capítulo 10 : Despedida da Escandinávia e a Rota para Novos Horizontes Nossos registros aqui no blog tiveram início já em solo norueguês, mas a verdade é que esta viagem partiu lá da Itália sem um destino 100% definido. A princípio, o plano era seguir pelo Leste Europeu até chegarmos à Grécia. Porém, com a chegada do verão, o calor infernal dessa região acendeu um alerta: nossa grande preocupação era o conforto da Lizzie, nossa Cavalier King, que é super acostumada com o frio e não se da bem com temperaturas tão altas. Mesmo assim, seguimos viagem rumo ao Norte. O objetivo inicial era cruzar a Alemanha e depois descer pelo Leste Europeu. No entanto, no meio do caminho veio a grande "luz": por que não continuar subindo rumo ao Norte extremo? Com certeza escaparíamos do calor escaldante do verão europeu! Como já tínhamos deixado a Itália para trás, atravessamos a Áustria rapidamente (comprando o vignette de um dia) e logo estávamos na Alemanha. Foi ali que bateu o martelo: ...

O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper pela Escandinávia - Capítulo 9

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Capítulo 9: O Sol Que Não Se Põe, Churrasco no Laavu e a História de Loviisa Com o GPS travado em direção a Helsinki, fizemos uma parada estratégica em Kalajoki para esticar as pernas e montar acampamento por uma noite. O lugar é lindíssimo, um daqueles pontos onde os nativos encostam os carros ao fim da tarde para apreciar o pôr do sol no horizonte. Mas, nesta época do ano, o pôr do sol é uma ilusão poética. Presenciamos um efeito fascinante: o sol desce mais ao norte, toca timidamente a linha do horizonte, mas simplesmente recusa-se a cair. Ele fica flutuando ali, banhando tudo com uma luz mística por horas, até começar a subir novamente. É o místico Sol da Meia-Noite. A Lizzie, nossa eterna rainha do camper, é sempre a primeira a desembarcar para fazer o reconhecimento do terreno, sempre sob nossa atenção redobrada. Olhando para ela explorando o ambiente, sorrimos. Esta é a maior vantagem de morar em uma casa sobre rodas de sete metros: nossa sala pode ser compacta, mas o nosso quin...

O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper pela Escandinávia - Capítulo 8

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Capítulo 8:  RENAS NA PISTA, O NATAL SEM NEVE E O ALÍVIO DO MERCADO Antes de cruzarmos definitivamente a fronteira, preciso registrar uma última curiosidade que nos acompanhou por toda a costa norueguesa: as fascinantes fazendas marinhas de aquacultura. É impossível navegar ou dirigir pelos fiordes sem avistar aquelas imensas gaiolas flutuantes circulares. A engenharia é genial: elas permitem que a água fria e superoxigenada do mar circule continuamente, mantendo os peixes protegidos. A vasta maioria dessas instalações é dedicada à criação do famoso salmão norueguês, com uma pequena parcela de trutas — praticamente tudo destinado a abastecer o mercado internacional de exportação. Com essa imagem na memória e o coração apertado, nos despedimos da Noruega. Deixamos para trás a imponência dos mares, as montanhas pontiagudas, a sinfonia das cachoeiras e as últimas réstias de neve que teimavam em resistir nos picos. Salvamos a rota bem cedo rumo à Finlândia. E logo na saída, a sorte nos...

O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper pela Escandinávia - Capítulo 7

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Capítulo 7:  A GLÓRIA DA PESCA, HISTÓRIAS DE GUERRA E O ENIGMA DA FRONTEIRA Viver a rotina de um país também significa entender como o seu povo se alimenta. Na nossa ótica e experiência pela Noruega — mantendo claro que evitamos grandes metrópoles como Oslo ou Bergen pela óbvia dificuldade de estacionar e pernoitar com sete metros —, os supermercados de pequeno e médio porte nos trouxeram algumas surpresas. Eles não possuem a variedade infinita a que estamos acostumados. Há, sim, uma oferta maravilhosa de peixes e camarões congelados (dos quais nos fartamos), mas uma coisa nos saltou aos olhos: em cada mercado, por menor que fosse, havia uma prateleira enorme, uma verdadeira parede de guloseimas, balas e doces de todos os tipos. E o mais intrigante? Você olha ao redor e as pessoas simplesmente não são gordas. Um mistério nórdico a ser desvendado. Deixando os doces de lado, escolhemos uma área pertinho de um fiorde para passar a noite. Ali, dividimos o espaço com um casal polonês in...