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O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper pela Escandinávia - Capítulo 8

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Capítulo 8:  RENAS NA PISTA, O NATAL SEM NEVE E O ALÍVIO DO MERCADO Antes de cruzarmos definitivamente a fronteira, preciso registrar uma última curiosidade que nos acompanhou por toda a costa norueguesa: as fascinantes fazendas marinhas de aquacultura. É impossível navegar ou dirigir pelos fiordes sem avistar aquelas imensas gaiolas flutuantes circulares. A engenharia é genial: elas permitem que a água fria e superoxigenada do mar circule continuamente, mantendo os peixes protegidos. A vasta maioria dessas instalações é dedicada à criação do famoso salmão norueguês, com uma pequena parcela de trutas — praticamente tudo destinado a abastecer o mercado internacional de exportação. Com essa imagem na memória e o coração apertado, nos despedimos da Noruega. Deixamos para trás a imponência dos mares, as montanhas pontiagudas, a sinfonia das cachoeiras e as últimas réstias de neve que teimavam em resistir nos picos. Salvamos a rota bem cedo rumo à Finlândia. E logo na saída, a sorte nos...

O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper pela Escandinávia - Capítulo 7

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Capítulo 7:  A GLÓRIA DA PESCA, HISTÓRIAS DE GUERRA E O ENIGMA DA FRONTEIRA Viver a rotina de um país também significa entender como o seu povo se alimenta. Na nossa ótica e experiência pela Noruega — mantendo claro que evitamos grandes metrópoles como Oslo ou Bergen pela óbvia dificuldade de estacionar e pernoitar com sete metros —, os supermercados de pequeno e médio porte nos trouxeram algumas surpresas. Eles não possuem a variedade infinita a que estamos acostumados. Há, sim, uma oferta maravilhosa de peixes e camarões congelados (dos quais nos fartamos), mas uma coisa nos saltou aos olhos: em cada mercado, por menor que fosse, havia uma prateleira enorme, uma verdadeira parede de guloseimas, balas e doces de todos os tipos. E o mais intrigante? Você olha ao redor e as pessoas simplesmente não são gordas. Um mistério nórdico a ser desvendado. Deixando os doces de lado, escolhemos uma área pertinho de um fiorde para passar a noite. Ali, dividimos o espaço com um casal polonês in...