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O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper além do Báltico - Capítulo 13

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Capítulo 13: Pelo Coração da Lituânia, Bombas D'água Cansadas e o Mistério na Fronteira O nosso conselho de guerra diário acontece sempre na hora do café da manhã. Com as xícaras fumegantes de um lado e os celulares abertos no Google Maps e no Park4Night do outro, decidimos o rumo do dia. A ideia original em Jūrmala era fazer uma rota mais a leste na Letônia antes de entrar na Lituânia.  Mas, na última hora, mudamos de ideia: vamos direto para a Lituânia! A Lizzie, já com sua ração e sua porção de maçã devidamente ingeridas e feito suas necessidades  matinais.   Motor ligado, pé na estrada! Como estávamos longe da costa, decidimos cortar pelo miolo do país. Chegamos a Pasvalys, em um camping extremamente simpático e com um atendimento acolhedor. O rapaz da recepção nos liberou para escolher o melhor lugar na base da confiança. O plano era ficar apenas uma noite, mas o lugar nos abraçou de tal jeito que acabamos ficando duas! Aproveitamos a ducha maravilhosa e preparamos u...

O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper além do Báltico - Capítulo 12

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Capítulo 12: História, pedais e chopes na Letônia Depois de Pärnu, na Estônia, cruzamos a fronteira para a Letônia, o segundo dos Países Bálticos. Junto com Estônia e Lituânia, a região já esteve sob domínio sueco e depois russo até 1918, quando alcançou sua primeira libertação. Na Segunda Guerra, por conta de um acordo com a Alemanha, foi anexada pela União Soviética, conquistando a independência definitiva em 1991. Toda essa bagagem histórica a gente vivencia ao caminhar pelas ruas, na arquitetura, no semblante do povo e, claro, na barreira do idioma! Ficamos duas noites em um estacionamento bem próximo do centro antigo — uns 10 minutos de pedalada por ótimas ciclovias. O local não tinha área de descarte, mas oferecia eletricidade e segurança. Afinal, estávamos em uma capital e todo cuidado é pouco. O atendimento ficou por conta de um senhor muito simpático e prestativo que só falava russo... E não é que no final a gente se entendeu perfeitamente? A linguagem dos gestos e dos sorriso...

O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper pela Escandinávia - Capítulo 9

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Capítulo 9: O Sol Que Não Se Põe, Churrasco no Laavu e a História de Loviisa Com o GPS travado em direção a Helsinki, fizemos uma parada estratégica em Kalajoki para esticar as pernas e montar acampamento por uma noite. O lugar é lindíssimo, um daqueles pontos onde os nativos encostam os carros ao fim da tarde para apreciar o pôr do sol no horizonte. Mas, nesta época do ano, o pôr do sol é uma ilusão poética. Presenciamos um efeito fascinante: o sol desce mais ao norte, toca timidamente a linha do horizonte, mas simplesmente recusa-se a cair. Ele fica flutuando ali, banhando tudo com uma luz mística por horas, até começar a subir novamente. É o místico Sol da Meia-Noite. A Lizzie, nossa eterna rainha do camper, é sempre a primeira a desembarcar para fazer o reconhecimento do terreno, sempre sob nossa atenção redobrada. Olhando para ela explorando o ambiente, sorrimos. Esta é a maior vantagem de morar em uma casa sobre rodas de sete metros: nossa sala pode ser compacta, mas o nosso quin...

O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper pela Escandinávia - Capítulo 7

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Capítulo 7:  A GLÓRIA DA PESCA, HISTÓRIAS DE GUERRA E O ENIGMA DA FRONTEIRA Viver a rotina de um país também significa entender como o seu povo se alimenta. Na nossa ótica e experiência pela Noruega — mantendo claro que evitamos grandes metrópoles como Oslo ou Bergen pela óbvia dificuldade de estacionar e pernoitar com sete metros —, os supermercados de pequeno e médio porte nos trouxeram algumas surpresas. Eles não possuem a variedade infinita a que estamos acostumados. Há, sim, uma oferta maravilhosa de peixes e camarões congelados (dos quais nos fartamos), mas uma coisa nos saltou aos olhos: em cada mercado, por menor que fosse, havia uma prateleira enorme, uma verdadeira parede de guloseimas, balas e doces de todos os tipos. E o mais intrigante? Você olha ao redor e as pessoas simplesmente não são gordas. Um mistério nórdico a ser desvendado. Deixando os doces de lado, escolhemos uma área pertinho de um fiorde para passar a noite. Ali, dividimos o espaço com um casal polonês in...