O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper pela Europa - Capítulo 18

Capítulo 18 — A Turnê 2026
Quando saímos da Itália, tínhamos um destino, a Grécia.

A ideia era seguir para o sul, aproveitar as praias, conhecer aquele pedaço do Mediterrâneo e, quem sabe, chegar também à Albânia.

Era esse o plano, ou melhor... era o plano até sentarmos para tomar nosso café da manhã.
Naquela época, o que hoje chamamos de Conselho da Roadtrip ainda não tinha nome, na verdade, ele nem existia no papel, também não existia o Sonhe e Vive, não existia blog, não existia Capítulo 1.

Éramos apenas nós dois, nosso camper e a Lizzie, tentando decidir qual seria o próximo caminho, começamos a pensar no verão que estava chegando, Grécia,  Albânia, praias, calor, muito calor.
E então veio uma preocupação que pesou mais do que qualquer planejamento: a Lizzie.

Quem conhece um Cavalier King Charles sabe que o calor forte pode ser um problema. E nós não queríamos colocar nossa companheira de viagem em uma situação desconfortável apenas para cumprir um roteiro que havíamos imaginado.

Então veio aquela pergunta que, sem perceber, mudaria toda a nossa viagem:

“E se a gente fosse para o Norte?”

Silêncio... Olhares... Mapa.

E então:

“Por que não a Noruega?”
Noruega!

E, se vamos para a Noruega... por que não chegar até o Ártico?

Pronto! O destino mudou.

E o mais curioso é que, naquele momento, não tínhamos a menor ideia do tamanho da viagem que acabávamos de começar.

Saímos da região de Bolonha, na Itália, com uma ideia na cabeça, poucos meses depois, voltaríamos pelo mesmo país depois de percorrer 12.117 quilômetros e 13 países.
Mas naquela manhã não sabíamos de nada disso, sabíamos apenas que a Grécia podia esperar.

O Norte nos chamava.

Os primeiros quilômetros... seguimos pela Itália em direção aos Alpes, algumas paisagens já eram conhecidas para nós. Afinal, não era a primeira vez que passávamos por aquela região.

Mas existe uma coisa interessante em viajar de camper, mesmo quando a estrada é conhecida, a maneira de vê-la nunca é exatamente igual, dessa vez tínhamos uma nova direção e uma nova expectativa.

Atravessamos a Áustria rapidamente, em uma passagem de apenas um dia, e seguimos para a Alemanha, alguns lugares conhecidos outros novos.
O objetivo era outro, chegar à Dinamarca e chegamos.

A passagem pela Dinamarca também foi relativamente rápida, mas houve uma experiência que valeu a parada, Copenhague de bicicleta, talvez seja uma das melhores maneiras de conhecer uma cidade.
Sem pressa, sentindo o caminho, parando quando alguma coisa chama a atenção e foi assim que começamos a pedalar pela cidade.

Há! Quando a estrada mergulha no mar...deixamos a Dinamarca para trás e seguimos em direção à Suécia. No meio do caminho, o inesperado: a imponente Øresund. Dirigir por ali é um misto de frio na barriga e fascínio — ver o asfalto sumir no azul profundo faz a gente se perguntar se estamos na terra firme ou navegando.
Primeiro a estrada desce, depois mergulha no túnel e, quando pensamos que acabou, ela reaparece e se transforma em uma enorme ponte, é uma daquelas obras que fazem a gente parar de pensar no destino por alguns minutos e simplesmente olhar.
Chegamos à Suécia, poderíamos ter ficado mais, conhecido mais, explorado mais.

Mas naquele momento havia uma vontade maior. A Noruega estava cada vez mais perto.

E seguimos, a Suécia ficou para uma próxima vez.

Finalmente, a Noruega, o grande objetivo daquela mudança de rota.

Antes de entrar no país ainda tivemos uma parada importante na veterinária e, pelo caminho, também recebemos uma lembrança.. como esquecer o nosso "batismo" sueco em Göteborg? Com os nossos 7 metros de camper, ocupar sem querer duas vagas perto de uma loja de bebidas rendeu logo de cara uma multa de 600 coroas. Entre a sinalização confusa do parquímetro, a contestação no portal da Hojab e o pagamento via Wise, a burocracia escandinava nos ensinou uma lição valiosa — e virou uma das melhores histórias de perrengue da viagem!

Faz parte infelizmente, quem vive na estrada está propicio a isso.
Entramos na Noruega e então começamos a descobrir se a nossa decisão naquela manhã, diante de um café, tinha sido realmente uma boa ideia.

Cachoeiras, muitas cachoeiras, montanhas, estradas estreitas, Ferries boats, túneis intermináveis, uns cruzavam as montanhas outros mergulhavam para dentro do mar.
Paisagens que pareciam não terminar nunca,tínhamos decidido que queríamos conhecer o maior número possível de cachoeiras e foi exatamente isso que fizemos.

Algumas apareciam de longe, outras praticamente estavam ao lado da estrada, algumas exigiam uma breve caminhada e outras simplesmente estavam ali, como se alguém tivesse decidido colocar uma cachoeira no meio da paisagem só para nos surpreender.
A Noruega também nos ensinou que planejamento e natureza nem sempre combinam, o tempo muda, chove, o vento aparece, a temperatura cai e às vezes você olha para o mapa e percebe que ainda queria ficar mais, talvez devêssemos ter ficado mais tempo... Mas a estrada continuava.

A Noruega também nos apresentou os fiordes.
E uma das coisas mais curiosas de viajar de camper é que, às vezes, não precisamos procurar muito para encontrar uma paisagem inesquecível.

Em uma dessas noites, estávamos estacionados e tínhamos escolhido aquele lugar para passar a noite. Tudo tranquilo.
Até que, de repente, percebemos alguma coisa diferente.
Um enorme navio de cruzeiro estava passando pelo fiorde e estava tão perto que parecia que ele fazia parte da paisagem que tínhamos escolhido para ser o nosso quintal naquela noite.

Ficamos ali olhando, um gigante navegando silenciosamente entre as montanhas, enquanto nós estávamos dentro da nossa pequena casa sobre rodas, simplesmente assistindo à cena pela janela.

Naquele momento pensamos novamente em uma das razões pelas quais gostamos tanto de viajar assim.

Não sabemos exatamente o que vamos encontrar quando estacionamos.

Às vezes é uma floresta.

Às vezes uma praia.

Às vezes um rio.

E, naquela noite, nosso quintal tinha um fiorde e um cruzeiro passando diante dele.

Quando a estrada termina, na Noruega descobrimos também uma coisa curiosa, às vezes você está dirigindo tranquilamente e, de repente... a estrada acaba, não é uma metáfora... acaba mesmo.

E a continuação é pelo mar, entramos com o camper em um ferry boat e seguimos viagem.
Depois outro e outro, ao longo da Turnê foram mais de dez travessias. Tudo facilitado por um sistema de pagamento simples e tecnológico via aplicativo, que tornava a burocracia marítima praticamente invisível.

Mas nenhuma era simplesmente um deslocamento, cada ferry fazia parte da própria viagem e entre uma travessia e outra fomos descobrindo que o caminho podia ser tão interessante quanto o destino.
Há! Aquela noite vermelha na Atlantic Ocean Road...

Entre tantas estradas da viagem, duas ficaram especialmente marcadas.

A primeira foi a Øresund.
A segunda, na Noruega, foi a famosa Atlanterhavsveien — a Atlantic Ocean Road. Como esquecer o lugar onde estacionamos o camper bem pertinho do mar, com a casa sobre rodas emoldurada pelas curvas sinuosas da estrada? Ali, parados na imensidão da costa norueguesa, fomos presenteados por um espetáculo sem preço: o céu inteiro pintado de um vermelho intenso, refletindo nas águas sob a luz mágica daquela noite que parecia não ter fim.

Ali que tivemos uma daquelas experiências simples que provavelmente vão permanecer na nossa memória por muito tempo.

Nosso jantar poderia ser simples.

Nossa sala era pequena.

Mas o nosso quintal...

Bom...

O nosso quintal era o Atlântico.

E o nosso momento pescador na Noruega?

Quem diria que o camper também viraria barco de apoio! Entre um fiorde e outro, paramos para tentar a sorte com a vara de pesca nas águas geladas do norte. Afinal, aquela velha piada de que "cabeça de bacalhau ninguém nunca viu" faz todo o sentido no Brasil e em Portugal, onde o peixe sempre chega seco, salgado e decapitado.
Mas na terra dele a história é outra: tivemos o privilégio de pescar não somente um, mas três belos exemplares do autêntico bacalhau do Atlântico fresco! Uma surpresa inesquecível que garantiu muitas risadas e a prova definitiva de que a cabeça do bicho finalmente apareceu.

São essas coisas que não aparecem no planejamento.

E talvez sejam justamente elas que fazem uma viagem ficar na memória.

Depois da Noruega seguimos para a Finlândia.

Nosso objetivo principal: chegar à Lapônia e atravessar o famoso Círculo Polar Ártico!
Queríamos conhecer a emblemática casa do Papai Noel. A expectativa era grande, mas a realidade foi um pouco diferente. Sem a neve do inverno, encontramos um lugar muito mais voltado às lojas de souvenirs do que imaginávamos, poucas atrações, nada parecido com aquela imagem mágica que tínhamos construído na cabeça.

E tudo bem... A viagem continuou.

Helsinque também acabou ficando para outra oportunidade, principalmente pelas dificuldades de encontrar uma estrutura adequada para o camper. Mais uma vez, não deu errado. Apenas mudamos a rota.
Atravessamos o mar Báltico e chegamos aos três países:

Estônia.

Letônia.

Lituânia.

E ali sentimos uma mudança muito forte.

A arquitetura mudou.

A cultura mudou.

As cidades tinham outra aparência.

E a história estava presente em praticamente tudo.

Era impossível passar por aqueles países sem perceber que estávamos conhecendo uma Europa diferente.

Uma Europa que até pouco tempo atrás fazia parte da União Soviética.
E isso nos fez olhar para aqueles lugares não apenas como destinos turísticos, mas como lugares que carregavam histórias.

Histórias que mereciam ser conhecidas.

Chegamos à Polônia... com um aperto no peito e com aquela frustração de quem sabia que poderíamos ter explorado muito mais.

Mas algumas viagens também nos ensinam sobre nós mesmos.

A história daquele país durante a Segunda Guerra Mundial é pesada. Muito pesada.

E percebemos que não estávamos preparados emocionalmente para visitar determinados lugares.

Então não fomos. Não porque não fossem importantes. Mas porque naquele momento não era para nós.

Talvez em outra oportunidade. Talvez não.

A estrada continuou.

E alguma coisa começou a mudar
Foi na República Tcheca que começamos a perceber que estávamos contando a viagem de uma maneira diferente.

Ainda não tínhamos chegado a Praga.

Mas encontramos lugares incríveis.

E, principalmente, encontramos histórias.

Lendas.

Mistérios.

Personagens.

Acontecimentos que não apareciam necessariamente nas primeiras páginas dos guias turísticos.

Foi aí que começamos a pensar:

por que contar apenas aquilo que todo mundo já conta?

E nasceu uma ideia.

Talvez o Sonhe e Vive pudesse procurar justamente aquilo que os guias turísticos não contam.

Ainda não sabíamos exatamente como fazer.

Mas a direção estava começando a aparecer.

Chegamos novamente à Áustria.

Mas desta vez com um objetivo claro:
Viena.

E finalmente conhecemos a cidade.

Foi uma experiência incrível.

História, arquitetura, lendas, mistérios e até cinema começaram a fazer parte da nossa maneira de olhar para os lugares.

E, claro, teve Lizzie.

Depois de viajar de camper, carro, ferry e bicicleta, ela ganhou uma nova experiência:
andar de metrô em Viena.

Para nós, talvez pareça apenas uma pequena coisa.
Mas olhando para trás, percebemos quantas experiências diferentes aquela pequena Cavalier viveu durante a viagem. Até foi apelidada de Rainha do Camper pelos nossos leitores.
Depois chegamos à Eslovênia.

Mas aquela não era nossa primeira passagem. Era a segunda.

E isso nos deu uma oportunidade que poucas viagens oferecem, fazer duas viagens dentro de uma.

Pudemos revisitar lugares conhecidos e conhecer outros.

Pudemos comparar as experiências, e principalmente, chegamos à Eslovênia já olhando para os lugares de uma maneira diferente.

Agora queríamos saber as histórias.

As lendas.

Os mistérios.

O que aconteceu ali?

Quem viveu ali?

Que história aquela ponte escondia?

Que lenda existia naquela montanha?

E assim chegamos ao Capítulo 17.

Mas a turnê 2026 também nos ensinou algo que vai muito além dos quilômetros percorridos.

Viajar pela Europa nos proporciona experiências incríveis, mas também nos coloca diante de dificuldades que nem sempre imaginamos antes de partir. Uma das maiores, para nós, é o idioma.

Falamos português e um pouco de italiano, mas, ao longo da Turnê 2026, sentimos muitas vezes a falta de falar inglês. Em diferentes situações, percebemos como conhecer o idioma poderia facilitar uma conversa, ajudar a resolver um problema ou simplesmente nos aproximar das pessoas e compreender melhor o lugar onde estávamos.

Foi então que tomamos uma decisão: começar a aprender inglês durante a própria viagem.

Assim, mesmo vivendo na estrada, encontramos espaço na nossa rotina para estudar. Começamos a ter aulas on-line, duas vezes por semana, com o nosso querido Teacher Ale, lá do Brasil. A distância não seria um obstáculo para aprender algo que poderia fazer tanta diferença nas nossas próximas aventuras.

Essa experiência nos fez refletir sobre uma coisa simples, mas importante: nunca é tarde para aprender. A estrada nos ensina que não precisamos saber tudo para começar uma jornada, mas precisamos ter disposição para reconhecer nossas dificuldades e buscar maneiras de superá-las.

Afinal, viajar também é isso. Não apenas conhecer novos países, paisagens e culturas, mas voltar diferentes, trazendo aprendizados que vão muito além dos quilômetros percorridos.

E, enquanto continuamos sonhando com novos horizontes, seguimos aprendendo. Porque, para nós, sonhar e viver também significa nunca parar de evoluir.

Quando saímos da região de Bolonha, tínhamos um plano.

Grécia... Albânia... Praias.

Quando voltamos, tínhamos outra coisa.

Uma história.

Foram 12.117 quilômetros.

13 países.

17 capítulos publicados.

Mais de dez ferries.

Mais de cem quilômetros pedalados durante esse período.

Mas os números contam apenas uma parte. Porque não existe quilômetro capaz de registrar o momento em que vimos as Cachoeiras Gêmeas.
Ou o sol da meia-noite na praia.

Não existe aplicativo que registre a sensação de uma noite de vento em Andenes, quando parecia que o camper iria tombar.

Não existe GPS que marque o lugar onde pescamos nosso bacalhau.

E nenhuma estatística consegue registrar a Lizzie tocando a buzina.

Essas coisas ficam em outro lugar.

Ficam na memória.

Viver em um camper há quase quatro anos nos faz repensar muitas coisas que, na rotina, acabamos considerando indispensáveis.

Com o tempo, percebemos que não precisamos de muito para viver bem, nem de excessos para ser felizes.

Uma pequena casa sobre rodas, o som do vento lá fora, um café quentinho, a estrada logo à frente e a companhia de quem a gente ama podem ser suficientes para tornar um dia especial.

Não significa que tudo seja fácil. Existem os perrengues, as dificuldades e os momentos em que precisamos mudar os planos. Mas aprendemos que viver bem talvez tenha menos a ver com aquilo que acumulamos e mais com a maneira como aproveitamos o que temos.

E, depois de tantos anos vivendo assim, fica uma pergunta que vai muito além dos quilômetros rodados:

O que você realmente precisa para ser feliz?

E, acima de tudo...

qual é o seu sonho hoje?

Porque a resposta não está nos 13 países.

Está no caminho.

Mas antes de terminar esta história, precisamos voltar ao começo.

Saímos da Itália pensando em conhecer praias na Grécia.

Mudamos de direção por causa do calor.

Fomos para o Norte, chegamos ao Ártico.

Passamos por lugares que nunca imaginávamos conhecer.

Mudamos rotas.

Dormimos em florestas, praias, margens de rios, campings, marinas e até diante do oceano.

Tivemos frio, vento, perrengues, risadas.

Tivemos o nosso café da manhã e o nosso Conselho da Roadtrip.

E tivemos algo que não estava no roteiro:

o nascimento do Sonhe e Vive.

Quando começamos, ainda não sabíamos que um dia estaríamos escrevendo o Capítulo 18.

Na verdade, naquele primeiro Conselho da Roadtrip, nem existia a ideia de um blog.

Existia apenas uma pergunta:

“Para onde vamos?”

E talvez essa pergunta continue sendo a melhor maneira de terminar uma viagem.

Porque uma coisa nós aprendemos... a estrada nunca termina quando chegamos ao destino.

Ela simplesmente começa a nos mostrar outro caminho.

...E agora?

Bom... isso nós ainda não sabemos.

E talvez seja melhor assim.

Porque, se soubéssemos exatamente o que vem pela frente, talvez não fosse uma Roadtrip.

Uma das nossas últimas paradas na Itália foi Tarvisio.
E foi justamente ali, já no retorno, que alguma coisa chamou nossa atenção.

Já tínhamos visto pela estrada algumas pessoas pedalando por uma ciclovia que desaparecia dentro de antigos túneis ferroviários e antigas estruturas que parecem carregar histórias de outros tempos.

Ficamos curiosos.

Que lugar era aquele?

Naquele momento ainda não sabíamos, mas aquela pequena descoberta faria a gente mudar novamente o caminho.

Mas essa história... fica para o capítulo 19 do Sonhe e Vive.

Porque, em uma roadtrip, às vezes são justamente os caminhos que não estavam nos planos que rendem as melhores histórias.

E agora queremos saber de você:

Qual é o seu sonho hoje?

Conta para a gente nos comentários.

Até lá.

Sonhe e Vive.

O horizonte continua na janela.

Dream . Travel . Live

Contato do nosso querido Teacher Ale 
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Comentários

  1. Meu sonho??? Ir com vcs... bora la.... conhecer novas culturas, gente diferente, novos horizontes e sempre novas esquinas pra tornar mais impolgante... AMOOOOOOOOOO....... bj no coração de vcs... TMJ e parabens de novo pelo compartilhamento de emoções

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    1. Bora lá! Sonhar é bom, mas compartilhar esses sonhos com pessoas tão especiais como você torna tudo ainda mais incrível! Nos dão ainda mais força para seguir viajando e compartilhando nossas aventuras! Bj no coração 😘❤️
      🌍😉 TMJ!!! 😘

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