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O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper pelo Coração da Europa - Capítulo 15

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Capítulo 15: Relógios Comunistas, Mistérios de Sangue e Vinhos na República Tcheca Saimos cedo de Mszana, na Polônia. No nosso tradicional Conselho da Roadtrip durante o café, o veredito foi direto: República Tcheca! Decidimos buscar uma rota alternativa, livre das multidões de turistas de Praga, dispostos a explorar o interior e descobrir os mistérios e lendas locais que os guias tradicionais raramente contam. Foi assim que seguimos runo a Olomuc, uma joia histórica no coração da Morávia. Estacionamos no Resort Krásná Morava — que pelo nome parece um hotel cinco estrelas, mas na verdade é um camping impecável e super estruturado. Mesmo com o cansaço da viagem, preparamos o combo oficial de exploração: tiramos as bikes do suporte, acoplamos a carruagem da Lizzie e fomos desbravar o segundo maior patrimônio histórico do país. Pelas ruas de paralelepípedo, paramos em frente ao Relógio Astronômico de Olomouc (Olomoucký orloj). Diferente de quase tudo o que se vê na Europa, ele é um dos ra...

O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper pelo Coração da Europa - Capítulo 14

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Capítulo 14: Lambidas na Fronteira, Pão de Mirtilo e as Marcas do Passado Estávamos nos aproximando da divisa da Lituânia com a Polônia quando, de repente, o trânsito parou. Uma fila imensa de carros e caminhões se formou. Tratava-se de um controle militar de fronteira rígido — algo que há muito tempo não víamos com tanta intensidade dentro da Europa. Mantivemos a calma. A Lizzie estava em seu berço, devidamente presa pelo cinto de segurança canino. Quando chegou a nossa vez, entregamos os documentos através da janela. O guarda, de rosto sério, pediu para abrir a porta lateral do nosso camper. Para a surpresa dele, a Lizzie, que estava bem pertinho da entrada, levantou-se abanando o rabo e esticou o focinho disposta a dar uma bela lambida no oficial! O rigor do exército ruiu ali mesmo: o guarda abriu um sorriso espontâneo, devolveu os documentos e nos liberou sem mais perguntas. Mais uma bandeira carimbada no nosso veículo! Deixamos os Países Bálticos para trás após uma jornada épica e...

O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper além do Báltico - Capítulo 13

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Capítulo 13: Pelo Coração da Lituânia, Bombas D'água Cansadas e o Mistério na Fronteira O nosso conselho de guerra diário acontece sempre na hora do café da manhã. Com as xícaras fumegantes de um lado e os celulares abertos no Google Maps e no Park4Night do outro, decidimos o rumo do dia. A ideia original em Jūrmala era fazer uma rota mais a leste na Letônia antes de entrar na Lituânia.  Mas, na última hora, mudamos de ideia: vamos direto para a Lituânia! A Lizzie, já com sua ração e sua porção de maçã devidamente ingeridas e feito suas necessidades  matinais.   Motor ligado, pé na estrada! Como estávamos longe da costa, decidimos cortar pelo miolo do país. Chegamos a Pasvalys, em um camping extremamente simpático e com um atendimento acolhedor. O rapaz da recepção nos liberou para escolher o melhor lugar na base da confiança. O plano era ficar apenas uma noite, mas o lugar nos abraçou de tal jeito que acabamos ficando duas! Aproveitamos a ducha maravilhosa e preparamos u...

O Horizonte na Janela: Crônicas de um Camper além do Báltico - Capítulo 12

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Capítulo 12: História, pedais e chopes na Letônia Depois de Pärnu, na Estônia, cruzamos a fronteira para a Letônia, o segundo dos Países Bálticos. Junto com Estônia e Lituânia, a região já esteve sob domínio sueco e depois russo até 1918, quando alcançou sua primeira libertação. Na Segunda Guerra, por conta de um acordo com a Alemanha, foi anexada pela União Soviética, conquistando a independência definitiva em 1991. Toda essa bagagem histórica a gente vivencia ao caminhar pelas ruas, na arquitetura, no semblante do povo e, claro, na barreira do idioma! Ficamos duas noites em um estacionamento bem próximo do centro antigo — uns 10 minutos de pedalada por ótimas ciclovias. O local não tinha área de descarte, mas oferecia eletricidade e segurança. Afinal, estávamos em uma capital e todo cuidado é pouco. O atendimento ficou por conta de um senhor muito simpático e prestativo que só falava russo... E não é que no final a gente se entendeu perfeitamente? A linguagem dos gestos e dos sorriso...